S & D Consultoria Organizacional e de Recursos Humanos

Consultoria e Treinamento
Organizacional e de Recursos Humanos

   
INÍCIO CURSOS E PALESTRAS CONSULTORIA EMPRESA CLIENTES MATÉRIAS CONTATO
Sucesso é a meta
Desenvolvimento é o caminho

 

TEMAS DE CURSOS E PALESTRAS
Recursos Humanos
Administração do Tempo
Atendimento a Clientes
Comunicação
Desenvolvimento de Equipes
Desenvolvimento Gerencial
Integração e Motivação
Relacionamento Interpessoal
Técnicas de Apresentação
 

Aprendi, que é preciso dosar a capacidade técnica com a postura política, sempre muito atenta e com grande respeito à cultura organizacional. Dancar conforme a música. Perceber as sutilezas do ambiente.

Entre a águia e a galinha . . . escolhemos a galinha

No auge de minha carreira profissional, após dois cursos de pós-graduação e de ter investido muitos homens-horas no desenvolvimento de um Modelo Sistêmico de Recursos Humanos Integrado, meu grande sonho era ter a oportunidade de vê-lo implantado para aplicar a teoria na prática. O destino estava a meu favor, todas as forças do universo conspiraram e não é que esta oportunidade surgiu?

Após criterioso processo de seleção, fui escolhida para gerenciar uma área de Recursos Humanos Corporativa, resultante da união de três empresas que, durante 50 anos funcionaram separadamente. O desafio era grande, mas à vontade de acertar e a confiança de que estava tecnicamente preparada eram maiores. Aceitei e passei longos quatro anos nessa empresa.

As chefias das três áreas de Recursos Humanos que se uniriam e ficariam sob minha gerência foram bastante receptivas e se mostravam ávidas por um Recursos Humanos de ponta, estratégico, atuante e respeitado. Diziam ver em mim, a esperança de realizar este sonho.Alguém vindo de fora, sem o corporativismo de nenhuma das três casas, sem contaminações, vícios cultural...seria enfim a grande chance, tão ansiada por todos.

Empenhei-me em conhecer as equipes, o funcionamento das áreas, os procedimentos e ferramentas utilizadas. Solicitei ao Diretor, que havia me contratado que não me nomeasse até que definíssemos a abrangência e atuação que queríamos para o novo departamento de Recursos Humanos. Mania de perfeição ...talvez.

Mil idéias, recheadas de otimismo e entusiasmo, nos motivavam a unir também a área de Qualidade e ações de Endomarketing.

Por força do destino, neste meio tempo, o Diretor, que compartilhava e apoiava minhas idéias, foi rebaixado a outra posição. Isto fez com que todos os planos fossem por água abaixo. Só para que tenham uma idéia, passamos em oito meses por cinco diretorias, entre elas um Diretor Financeiro englobando Recursos Humanos, o que gerou uma imensa instabilidade com relação à área e ao meu cargo. Para cada um que assumia, era necessário todo um esforço de vendas da área e das medidas necessárias à sua modernização, no sentido de convencer-lhes a aceitar a idéia de me manter na atividade e de efetivarmos o Recursos Humanos Estratégico tão sonhado. Afinal, para ingressar nesta jornada, eu havia deixado uma empresa com vinte anos de casa, me transferido de Florianópolis, uma cidade linda e pacata e, trazido comigo marido e quatro filhos, apostando apenas na realização e crescimento profissional.

Apesar de todos os contratempos, conseguimos durante essas transições implantar um Plano de Cargos e Salários único e quase concluímos um programa de Avaliação de Competências com envolvimento total de todos os gestores e empregados. Os trabalhos iam de vento em popa quando, por motivos meramente políticos, o primeiro homem de uma das casas exigiu que a gerência da área de Recursos Humanos fosse ocupada por alguém de sua empresa. E, de repente me vi subordinada de quem iria ser gerente. Essa pessoa, com quase 30 anos de casa, prestes a se aposentar, viu em mim uma ameaça e, desde o primeiro instante, não mediu esforços para me tirar de seu caminho.

Assumi a Divisão de Desenvolvimento de Pessoal que englobava as áreas de Treinamento & Desenvolvimento e Remuneração. Sofri, o altualmente tão debatido e criticado assédio profissional, de todas as formas que conhecemos. Minhas ações eram boicotadas, minha equipe recebia comandos que eu desconhecia ou simplesmente diversos daqueles que eu havia transmitido. Vivíamos todos em clima de terrorismo. As pessoas se sentiam inseguras, desconfiadas, divididas – não sabiam a que senhor servir. Experimentei toda sorte de grosseria e ataques. Enfim, um verdadeiro inferno organizacional.

Por possuir uma característica forte de determinação e perseverança, passei todo o tempo acreditando que conseguiria, conquistá-la e a toda a equipe através do meu potencial profissional. O desafio de poder contribuir, mesmo assim, com o crescimento da área de Recursos Humanos, com a melhor qualidade de vida dos empregados e o sucesso das organizações, me davam forças para suportar tamanhos maus tratos, apesar de algumas somatizações refletidas em minha saúde física.

A gota d’água afinal aconteceu quando, como Gerente da área de T&D, solicitei que autorizassem minha participação no Congresso da ASTD – American Society of Training and Development. Embora tenha deixado claro que as despesas ficariam por minha conta, fui obrigada a requerer, por escrito, dispensa dos dias á minha diretoria. Esta prática jamais havia sido exigida para os demais empregados.

A semana, que fiquei fora, foi suficiente para que a arquitetura de minha derrubada, que já vinha sendo planejada a um certo tempo, tivesse seus últimos retoques. Quando retornei do Congresso, cheia de novas idéias e ávida por implantá-las, fui chamada pela Diretora, que sempre se mostrou companheira e apoiadora de minhas idéias. Ela confessou ter sido vencida pelo cansaço. Havia muito tempo que resistia aos inúmeros apelos de minha chefe para me demitir e confessou não se sentir hábil em reverter este quadro. Lamentou não ter contribuído para a concretização dos projetos que eu havia proposto e finalizou a conversa dizendo simplesmente que: “ entre a águia e a galinha eles optaram em ficar com a galinha”.

Bem, depois deste episódio, não resisti em ler o livro do Leonardo Boff com este título, para me certificar de que eu tinha entendido bem. Era difícil aceitar , estar sendo dispensada por excesso de competência. Seria muita presunção de minha parte, porém começou-me a chamar a atenção inúmeros artigos que relatam experiências semelhantes e concluí que não fui a primeira e nem a última a ser vítima do ciúme e inveja organizacionais. Não é sem motivo que esses têm sido temas de alguns livros de autores consagrados no ramo.

Hoje, fora do envolvimento, posso olhar com neutralidade para os fatos e escrever este texto com mais facilidade de interpretação. Feliz e realizada na carreira de consultoria pela qual optei, e tendo tido a oportunidade de vivenciar mais algumas experiências enriquecedoras, entendo o que ocorreu com mais clareza.

Aprendi, que é preciso dosar a capacidade técnica com a postura política, sempre muito atenta e com grande respeito à cultura organizacional. Dancar conforme a música. Perceber as sutilezas do ambiente. Como disse Lulu Santos: “este mundo de hipocrisia que insiste em nos rodear” . Percebo o quanto fui ingênua e concluo que o mundo corporativo não perdoa tamanho purismo.

Enriquecida pela vasta experiência e gratificação que o mundo da consultoria proporciona, sem precisar lidar com tantas fogueiras de vaidades e brigas por “caixinhas hierárquicas”, agradeço à Deus de coração, a escolha da galinha.

Entre em contato conosco pelo telefone
(21) 3215-5974
Direitos Autorais - Copyright © - - S & D Consultoria e Treinamento
Todos os direitos reservados - proibida a reprodução total ou parcial.

Projeto: www.sites.bretz.com.br