"Se você não
estiver confuso é porque realmente não sabe
o que está acontecendo". Com esta frase de Jack
Welch, Carol Kinsey Gorman iniciou sua palestra no Congresso
ASTD 2000 em Dallas, Texas sobre o tema "This isn’t
the company I joined".
As mudanças que estamos experimentando
hoje não são aberrações temporárias.
Elas são reais e vieram para ficar. Você jamais
irá moldar uma organização ou gerenciar
sua mão-de-obra como o fez quando as organizações
eram estáveis e as reações dos empregados
previsíveis. Por mais brilhante que você seja
na capacidade de improvisar, soluções para os
desafios com os quais você se defronta hoje não
podem ser construídas nos velhos modelos. Portanto,
como cultivar/manter empregados que possam sobreviver, ou
até mesmo florescer, nessas épocas de mudanças?
Exatamente por estarmos confusos e as coisas
estarem acontecendo tão rapidamente, cometemos alguns
erros ao lidar com as mudanças. Não haverá
mudanças se as pessoas não confiarem nos líderes,
se não compartilharem da visão, se não
acreditarem e não confiarem nas estratégias,
não se envolverem. Não são as organizações
que mudam, são as pessoas.
Negação e resistência são
normalmente sinais do primeiro estágio da mudança.
Nosso grande erro é tentar administrar mudanças
de "transformação" da mesma forma
que as mudanças de "incrementação".
Esta, é um melhoramento contínuo enquanto a
outra envolve um processo, não um evento.
Cinco são os fatores primordiais para
lidar bem com mudanças (3CDF):
Confiança – focar no que você
faz de melhor, ter consciência de suas forças.
É diferente de competência, que significa simplesmente
fazer bem um trabalho. Confiança é estar ciente
do quanto você faz bem seu trabalho. Confiança
mudou de patamar, hoje as pessoas são valorizadas menos
pelo que sabem e mais pela rapidez com que conseguem aprender.
A grande pergunta é: tenho competência para aprender
o que é exigido?
Contrabalançar – A busca pelo equilíbrio
entre a vida pessoal e profissional, entre o trabalho e o
lazer é fundamental para lidar bem com a mudança.
Você tem que ter algo extra trabalho que o impulsione.
Filhos, esposa, religião, esporte, arte, música,
enfim algo que lhe faça sentir que está cuidando
de si próprio. Isto irá fazê-lo aceitar
melhor as mudanças.
Criatividade – Como sinônimo de abertura
para novas idéias. Ela pode ser reativa, proativa (quando
advinha a direção da mudança e tira vantagens
disso), ou meta-ativa (quando cria seu próprio futuro,
influenciando e fazendo a diferença).
Desafios – Pode-se ver as coisas pelo lado
negativo e ficar paralisado, ou pelo lado positivo que nos
conduzirá à ação. É importante
encarar os desafios com otimismo, como oportunidades, enfatizando
os aspectos que você pode controlar.
Flexibilidade – Se quisermos nos dar bem
em épocas de mudanças temos que ser flexíveis.
Às vezes algo precisa ser mudado, no meio de uma mudança.
É importante estar preparado para ter agilidade para
fazê-lo.
Os profissionais de T&D têm uma missão
nobre nesta conjuntura. Muito pode ser feito para assessorar
as pessoas nesse processo, sensibilizando-as, conscientizando-as
e preparando-as para aceitar desafios com flexibilidade, criatividade
e confiança, buscando o equilíbrio entre sua
vida pessoal e profissional, contagiando a todos com seu entusiasmo
e alegria de viver. |