As áreas de Recursos Humanos
têm-se apresentado e sido reconhecidas ao longo dos
últimos tempos, como elemento fundamental para o sucesso
das empresas, tendo em vista que não são poucos
os autores de diversas correntes que vêm afirmando,
sob os mais variados enfoques, que o diferencial competitivo
das empresas neste século são as "pessoas".
Todo mundo sabe que o fator "gente"
é absolutamente decisivo, hoje em dia, para dividir
as empresas de sucesso das demais.
Mas nada disso acontece por acaso. A mudança
significativa na maneira como as empresas tratam seus empregados
deve-se principalmente ao fato de estarmos vivendo um momento
em que há excesso de pessoas no mercado e escassez
de talentos.
As Empresas que, pela natureza de seu negócio,
são mais sensíveis à retenção
e à valorização de seu quadro de pessoal,
reconhecem a importância do seu capital humano e desenvolvem
programas visando uma maior qualidade de vida de seus empregados
e retenção de seus talentos, imprescindíveis
à sua sobrevivência e nada desejáveis
em mãos da concorrência.
É importante enfatizar que mesmo essas
empresas bem sucedidas, em sua grande maioria, têm um
ou outro programa de Recursos Humanos mais intensificado porém,
raras são as que apresentam um Sistema Integrado de
Recursos Humanos, com todos os programas inter-relacionados
e ainda vinculados ao Planejamento Estratégico.
Entende-se um Sistema Integrado de Recursos Humanos
como uma forma organizada e sistêmica de apresentar
os subsistemas, ações, programas e instrumentos
que norteiam as funções de Recursos Humanos
em prol do alcance de sua missão. O desafio maior é
ajustar as políticas e os projetos de Recursos Humanos
com a direção dos negócios da empresa.
As transformações voltadas para
a modernização das empresas exigem uma visão
da área de Recursos Humanos orientada para a qualidade
de vida das pessoas, mola mestra do desenvolvimento e engrandecimento
de uma empresa.
Os programas de Recursos Humanos quando desenvolvidos
de forma harmônica, como dentes de uma engrenagem, impulsionam
e direcionam as ações com vistas a conciliar
objetivos, ainda vistos como paradoxais, como o sucesso da
empresa e de seus empregados, podendo-se desta forma garantir
a assertividade do discurso de que os recursos mais importantes
de uma empresa são os humanos.
Pode-se afirmar que, se tivermos Recursos Humanos
contemplado nas macro-diretrizes do Planejamento Estratégico
ela será uma área com maior autonomia, liberdade
e poder, participando das decisões estratégicas;
se os gerentes forem reais gestores e parceiros de Recursos
Humanos eles estarão identificados com a macro-diretriz
de Recursos Humanos que facilmente se tornará cultura
organizacional; e se os programas de Recursos Humanos se desenvolverem
de forma interrelacionada, suas práticas e políticas
irão garantir o tratamento equânime do corpo
funcional da empresa, compondo desta forma um diferencial
competitivo que assegure o sucesso da organização
e privilegie a qualidade de vida dos empregados. |